quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O VERDADEIRO CRISTÃO

Marcas de Um Verdadeiro Cristão



Cristão [Do grego christhos, messias] – “Aquele que vive de conformidade com os ensinamentos de Cristo. Não basta crer em Cristo para ser cristão; é necessário, antes de mais nada, executar os mandamentos deixados por Ele. Ser cristão significa fazer-se amigo de Cristo. Os melhores cristãos são os que se parecem com Cristo” (Dicionário Teológico, Claudionor C. de Andrade).
São muitas as características de um verdadeiro cristão. Apontaremos algumas.
 

1. Ser filho de Deus, aquele que crê no Senhor Jesus e o aceita como seu Senhor e suficiente Salvador (Jo 1.12; Gl 3.26). A principal marca de um filho de Deus é ter sido gerado, regenerado, nascido de novo. É condição indispensável (Jo 3.3). Como tal, o filho de Deus aceita a correção de Deus: “Se estais sem disciplina, não sois filhos; sois bastardos [filho ilegítimo]” (Hb 12.6-8).

2. Ser discípulo de Cristo – Os primeiros crentes foram chamados de cristãos porque eram discípulos de Jesus (At 11.26). Ser discípulo é ser partidário, seguidor, aprendiz, imitador do caráter de Cristo. O discípulo se esforça por andar como Ele andou (1 Jo 2.6; 1 Co 11.1). O verdadeiro discípulo deseja andar em perfeita comunhão com o Senhor, alimentando-se de suas verdades; sabem que sem Ele nada podem fazer de produtivo (Jo 6.68; 15.5). O que caracteriza também um discípulo é amar sem reservas outros discípulos, para que, em unidade, manifestem Cristo ao mundo: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 17.21). O verdadeiro discípulo faz outros discípulos (Mt 28.19). Nas cartas a Timóteo, o apóstolo Paulo nos deixou um formidável exemplo de como ensinar, cuidar, aconselhar e exortar os que estão sendo discipulados: “Pregues a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina” (2 Tm 4.2-NVI).

3. Crescer no conhecimento – O desejo do verdadeiro cristão deve ser o de crescer não somente na graça, mas no conhecimento do nosso Salvador (2 Pe 3.18). Paulo não se separava de seus pergaminhos. Apesar de se encontrar “sob cadeias”, “sabendo que “o tempo da minha partida está próximo”, manifestou o desejo de continuar lendo as Escrituras: “Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos” (2. Tm 4.13). Jesus disse que não conhecer as Escrituras constitui um erro (Mt 22.29).

4. Ser servo do Senhor – As características de um verdadeiro servo é (1) Obediência (1 Pe 1.14); (2) Fidelidade. O cristão se torna cristão por livre e espontânea vontade. Assim, tem por obrigação ser fiel aos compromissos assumidos; (3) Prudência. Seu falar, seu agir e seu trabalho na obra devem ser revestidos de prudência e zelo (Mt 10.16; 24.45-46); (4) Ser produtivo: “Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei” (Mt 25.23); (5) Trabalhar de boa vontade: “Servindo de boa vontade como ao Senhor e não como aos homens” (Ef 6.7).
O verdadeiro cristão tem direito às promessas de Deus. Destaco as essenciais:
Em primeiro lugar, nunca está só: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28.20). Tudo o mais se torna pequeno diante de tão grande certeza. Em segundo lugar, o verdadeiro cristão sabe que sua morada final será no céu: na vinda do Senhor, se estiver vivo, será arrebatado; se estiver morto, ressurgirá, e se encontrará com o Senhor nos ares (1 Ts 4.16-17). Em terceiro lugar, temos todos nós a promessa de que seremos semelhantes a Ele, e com Ele vivermos por toda a eternidade (1 Jo 3.2).
Autor:  Pr. Airton Evangelista da Costa
 
E você, concorda com o pastor Airton? Deixe seu comentário, vamos juntos aprender a servir a Deus, em espírito e em verdade!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O QUE É FELICIDADE?




Essas são frases que costumam, expressar o que sentimos. Bem felicidade pode ser varias coisas, como por exemplo: Conseguir realizar os meus sonhos, os meus objetivos em fim, é um tipo de felicidade.

Mas se queremos ajuda de conceitos, para explicar o que é a felicidade, então vamos lá:

A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes. Abrange uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior. Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade - pela filosofia, pelas religiões ou pela psicologia. O homem sempre procurou a felicidade. Filósofos e religiosos sempre se dedicaram a definir sua natureza e que tipo de comportamento ou estilo de vida levaria à felicidade plena.

A felicidade é o que os antigos gregos chamavam de eudaimonia, um termo ainda usado em ética. Para as emoções associadas à felicidade, os filósofos preferem utilizar a palavra prazer. É difícil definir, rigorosamente, a felicidade e sua medida. Investigadores em psicologia desenvolveram diferentes métodos e instrumentos, a exemplo do Questionário da Felicidade de Oxford,[1] para medir o nível de felicidade de um indivíduo. Esses métodos levam em conta fatores físicos e psicológicos, tais como envolvimento religioso ou político, estado civil, paternidade, idade, renda etc.
Evolução das Definições de Felicidade

Zoroastro, místico que teria vivido por volta do século VII a.C. no atual Irã, criou uma doutrina religiosa, o zoroastrismo, que se baseava numa luta eterna entre o bem e o mal. O bem incluiria tudo o que fosse agradável ao homem: beleza, justiça, saúde, felicidade etc. No final dos tempos, haveria a vitória definitiva do bem. A missão dos homens seria a de procurar apressar essa vitória final, através de uma conduta individual correta.

Aproximadamente na mesma época, na China, dois filósofos apontaram dois caminhos para se atingir a felicidade: Lao Tsé defendeu que a felicidade podia ser atingida tendo, como modelo de nossas ações, a natureza. Já Confúcio enfatizou a harmonia entre as pessoas como elemento fundamental para se atingir a felicidade.
O Dalai Lama Tenzin Gyatso defende o treinamento mental como meio de se atingir a felicidade

A felicidade é um tema central do budismo, doutrina religiosa criada na Índia por Sidarta Gautama por volta do século VI a.C. Para o budismo, a felicidade é a liberação do sofrimento, liberação esta obtida através do Nobre Caminho Óctuplo. Segundo o ensinamento budista, a suprema felicidade só é obtida pela superação do desejo em todas as suas formas. Um dos grandes mestres contemporâneos do budismo, o Dalai Lama Tenzin Gyatso, diz que a felicidade é uma questão de treinamento mental.

Mahavira, um filósofo indiano contemporâneo de Sidarta Gautama, enfatizou a importância da não violência como meio de se atingir a felicidade plena. Sua doutrina perdurou sob o nome de jainismo.

Para o filosófo grego Aristóteles, que viveu no século IV a.C., a felicidade estaria no equilíbrio, na harmonia.

Epicuro, filósofo grego que viveu nos séculos IV e III a.C., defendia que a melhor maneira de alcançar a felicidade é através da satisfação dos desejos de uma forma equilibrada, que não perturbe a tranquilidade do indivíduo.

Pirro de Élis, filósofo grego contemporâneo de Epicuro, também advogava que a felicidade residia na tranquilidade, porém divergia quanto à forma de se alcançar a tranquilidade. Segundo Pirro, a tranquilidade viria do reconhecimento da impossibilidade de se fazer um julgamento válido sobre a realidade do mundo. Tal reconhecimento livraria a mente das inquietações e geraria tranquilidade. Este tipo de pensamente é, historicamente, relacionado à escola filosófica do ceticismo.

Outra escola filosófica grega da época, o estoicismo, também defendia a tranquilidade (ataraxia) como o meio de se alcançar a felicidade. Segundo essa escola, a tranquilidade poderia ser atingida através do autocontrole e da aceitação do destino.
Para Aristóteles, a felicidade pode ser atingida pela prática do bem

Jesus Cristo inovou, na sua época, ao defender a gentileza entre as pessoas como elemento fundamental para se atingir a harmonia em todos os níveis, inclusive no nível da felicidade individual.

Maomé, no século VII, na Península Arábica, enfatizou a caridade como elemento fundamental que deveria guiar o ser humano rumo a uma sociedade ideal, ou seja, mais feliz.

O cristianismo, após a morte de seu fundador, Jesus, aprimorou-se intelectualmente e dividiu-se em vários ramos. Um deles, o catolicismo, produziu muitos filósofos famosos, como Tomás de Aquino, que, no século XIII, descreveu a felicidade como sendo a visão beatífica, a visão da essência de Deus.

Na Inglaterra dos séculos XVIII e XIX, os filósofos Jeremy Bentham e John Stuart Mill criaram o utilitarismo, doutrina que dizia que a felicidade era o que movia os seres humanos. Segundo o utilitarismo, os governos nacionais têm, como função básica, maximizar a felicidade coletiva.

O psiquiatra Sigmund Freud (1856-1939), o criador da psicanálise, defendia que todo ser humano é movido pela busca da felicidade, através do que ele denominou "princípio do prazer". Porém essa busca seria fadada ao fracasso, devido à impossibilidade de o mundo real satisfazer a todos os nossos desejos. A isto, deu o nome de "princípio da realidade". Segundo Freud, o máximo a que poderíamos aspirar seria uma felicidade parcial.

A psicologia positiva - que dá maior ênfase ao estudo da sanidade mental e não às patologias - relaciona a felicidade com emoções e atividades positivas.



Estudos científicos recentes têm procurado achar padrões de comportamento e pensamento nas pessoas que se consideram felizes. Alguns padrões encontrados são:

capacidade de adaptação a novas situações
buscar objetivos de acordo com suas características pessoais
riqueza em relacionamentos humanos
possuir uma forte identidade étnica
ausência de problemas
ser competente naquilo que se faz
enfrentar problemas com a ajuda de outras pessoas
receber apoio de pais, parentes e amigos
ser agradável e gentil no relacionamento com outras pessoas
não super dimensionar suas falhas e defeitos
gostar daquilo que se possui
ser auto confiante
pertencer a um grupo
independência pessoal